quarta-feira, maio 16, 2007

Duvidanças de uma mente curiosa, 28

A propósito da Câmara de Lisboa:

1) Felizmente, o senhor do futebol, que é já presidente camarário, recusou-se à formação de uma pandilha municipal. Segue-se, ao que parece, pelo PSD, Fernando Negrão, juiz de profissão em idos tempos. Ora este senhor, que foi juiz em Setúbal, deputado eleito pelo círculo eleitoral de Setúbal, vereador eleito para a câmara municipal de Setúbal, residente há muitos anos em Setúbal, vai concorrer para a presidência da câmara de... Lisboa. Não há nada de errado nisso. Mas não seria preferível um presidente de câmara que sinta o município nas suas entranhas?

2) António Costa, ao que parece, desiste de ser membro de um órgão de soberania, para se tornar presidente de câmara. Este movimento parecerá a muitos um salto ambicioso. Mas para que uma presidência de câmara municipal seja considerada mais importante que um órgão de soberania, basta não só que o município seja capital, mas também central: no fundo, não ambicionará António Costa ser presidente da metrópole?

3) Rui Pereira foi nomeado para o Tribunal Constitucional há umas 3 ou 4 semanas. Boatos chegaram a circular de que era o principal candidato a assumir a sua próxima presidência. Pois eis que um mês depois está de saída para um ministério, o da Administração Interna. Ora, este passe-par-tout frequente dos mesmos indivíduos de um órgão de soberania para um outro, que tendem suposta e juridicamente à independência, é afinal danoso ou enriquecedor para a separação de poderes? Juízes que se fazem deputados, deputados que se fazem juízes, juízes que se fazem ministros... Que diria disto Montesquieu?

4) Porque é que Rui Pereira me faz lembrar o Carlos Lobo d'Ávila, dos Vencidos da Vida, que desde pequenino sonhava e achava-se destinado a ir "pa minito"?

1 Comments:

Blogger  said...

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16/5/07 22:07  

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