segunda-feira, junho 11, 2007

Duvidanças de uma mente curiosa, 34

A propósito da final de Roland Garros:

- Se o único encontro interessante de toda a temporada é a suposta final de Roland Garros, por ser o único em que Federer não é o favorito, não seria preferível ter em Roland Garros metade dos participantes? Assim, a final não necessitaria de ser uma partida de 3 horas, com jogadores cansadíssimos na torreira do sol. Porque não fazer a final durante toda a semana entre estes dois, em jeito de playoff?: quem ganhar três encontros, ganha o torneio. Talvez fosse mais interessante...

A propósito do 10 de Junho:

1) Numa entrevista dada no Sábado ao noticiário da RTP da hora de almoço, José Mourinho, um dos condecorados pelo Presidente da República com sabe-se lá qual medalha idiota, conseguiu inserir numa curta frase o adjectivo "especial" cinco vezes: referindo-se a si (2 vezes), ao futebol, a Portugal, e a Setúbal. Fiquei com a dúvida: José Mourinho é o "Special One" por ser mesmo bom naquilo que faz, ou simplesmente o seu vocabulário não contém outro adjectivo?

2) Setúbal por estes dias ficou virada do avesso. Ruas enfeitadas, actividades culturais, visita de altas figuras do Estado, encerramento aos automóveis das vias mais próximas do rio... Ou seja, por uns escassos dias, Setúbal nem pareceu Setúbal. Tendo em vista que esta cidade é quase sempre feiíssima, e tende ainda mais a declinar (Thomas Mann deslocaria certamente o seu "Morte em Veneza" para "Morte em Setúbal"), pergunta-se: e se Cavaco Silva deslocasse o Palácio de Belém para Setúbal?

3) Para não variar, em Portugal não há festa que não acabe em fogo de artifício. Consegui assistir a um minuto, e depois desisti. Haverá coisa mais sensaborona e enfadonha? É que se o artifício não é suficiente para nos fazer pasmar e admirar, se não é imprevisível, então limita-se a ser fogo: e para isso ligo o fogão. Contudo, parece que os meus compatriotas continuam a gostar: aqui há semanas ouvi numa rádio a frase "Não perca o acompanhamento em directo do fogo de artifício na ponte 25 de Abril"; e muitos continuam a pasmar embasbacados para as luzinhas, parecendo os zombies do último filme de George Romero, que só paravam de deambular quando havia fogo de artifício. Serei eu afinal o único parvo a não mais ter paciência para estas festarolas?

1 Comments:

Blogger sofia said...

também não gosto nada de fogo de artifício, e sinto-me senpre muito outsider, pois quase parece não se ter sentido estético qdo não se gosta dessa actividade poluidora... ruído e poluição do ar. e é ver os cães a ganirem de medo... e o dinheiro que se gasta ...
por isso não vou à madeira no fim de ano. não aguentaria...
enfim.

12/6/07 13:32  

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