quarta-feira, outubro 17, 2007

Onde é que eu já vi isto?


Leia-se a sinopse do novo filme de Leonel Vieira:
«“Julgamento” conta a história de Jaime Ferreira (Júlio César), um professor universitário alcoólico e atormentado, que um dia se vê confrontado com o seu maior sonho e o seu pior pesadelo: encontrar o inspector da PIDE que, durante a ditadura de Salazar, o prendeu, torturou e matou Marcelino, um dos seus camaradas.
É num julgamento em que a sua filha Catarina (Fernanda Serrano) é advogada de defesa, que Jaime reconhece no arguido o homem que durante todos estes anos assombrou as suas memórias. Confrontado com este facto inesperado e perturbador, partilha a sua descoberta com Joana (Alexandra Lencastre), a filha de Marcelino, com quem mantém uma relação algo tumultuosa, e com dois amigos dos tempos da luta antifascista, Miguel (José Eduardo) e Henrique (Henrique Viana). O primeiro é um médico dedicado, mas com um casamento periclitante, o segundo é um político bem sucedido, que hoje se movimenta naquela área cinzenta entre o poder e as finanças.
A revelação desperta sentimentos confusos em todos, mas é Jaime que, num momento de impulso irreflectido, embarca num caminho sem retorno: rapta o ex-PIDE e leva-o para a sua casa de campo, um lugar recôndito e aprazível que, pouco a pouco, se transforma numa arena onde as emoções mais intensas andam à solta.
Perante a insistência do sequestrado, que nega sempre ser quem eles pensam, Jaime e Miguel vão aumentando a intensidade dos meios que usam para extrair as informações que pretendem. Da intimidação e pressão psicológica passam, quase sem dar por isso, para a violência física, cruzando a barreira que separa os torturados dos torturadores. Pouco a pouco vão-se esbatendo as fronteiras entre a justiça e a vingança, os ideais e o olho-por-olho, o certo e o errado, num crescendo de tensão que pões à prova amizades, relações e fidelidades.»
Não vimos já isto em algum outro lado?


(Death and the Maiden, 1994, de Roman Polanski)

1 Comments:

Anonymous Jotapê said...

Do plágio,como uma das belas artes...Até se é levado a pensar que é um tique social-progue:recordemos a inefável e multifacetada Clarinha.

17/10/07 20:26  

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