sábado, março 31, 2007

E ao sétimo dia, Deus descansou

O PCP e a malta do Bloco descobriram novo tema fracturante: os hipermercados abertos ao domingo. Vai daí orquestraram uma proposta de lei que visa acabar com este flagelo. Agostinho Lopes, deputado do PCP, invoca “o direito dos trabalhadores ao descanso”. Aparte a ironia que é ver um partido anti-clerical e ateísta advogar a sacralidade do domingo, gostaria de questionar: mas porquê apenas os hipermercados? Se o cerne da questão é o “direito ao descanso”, então, camaradas, não se fiquem pelo Jumbo e pelo Feira Nova!

Fechemos os restaurantes, bares e cafés. Encerrem-se os cinemas, os teatros e as salas de concertos. Acabem com os jogos de futebol ao domingo. O pessoal do telemarketing também quer descansar, como a polícia, os seguranças, os porteiros e os guardas-nocturnos. E, já agora, em nome do rigor, que ninguém se esqueça de dar folga aos padres. Por uma questão de coerência.

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terça-feira, janeiro 30, 2007

Sósias

Confesso que só agora conheci o logotipo escolhido para publicitar o referendo ao aborto. Parece que vai figurar nos cartazes institucionais e na publicidade paga pelo Estado.

Deve ser mania da perseguição, mas será que eu sou o único que vê neste logo uma imediata, incontestável e evidente referência ao símbolo identificativo de um partido político nacional?

A Comissão Nacional de Eleições, sempre tão ocupada com infracções graves (como saber se um cartaz promocional está a mais ou menos de 150 metros das urnas de voto), bem faria em perder uns minutinhos com este caso.

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