sábado, novembro 03, 2007

Coisas que fazem rir, 18

Mais um exemplo da "peculiaridade lusitana".

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sábado, junho 09, 2007

Coisas que fazem rir, 14

Uma notícia notável no Record, sobre o futebol e os costumes na Roménia:

“Gigi Becali, milionário dono do Steaua Bucareste, chocou a opinião pública ao anunciar que jamais voltará a escutar-se no estádio do clube a música «We will rock you» dos britânicos Queen. Explicação para esta atitude radical do dirigente: «A letra instiga à violência, pode ser considerada satânica e... é interpretada por um homossexual», disse numa entrevista.

Indiferente à possibilidade de ser sancionado pelo Conselho Nacional de Combate à Discriminação, pela federação de futebol local, UEFA e FIFA, Becali fez questão de explicar quem é que dita as regras no Steaua. «Sou eu que pago. Logo, tenho o direito de escolher a música que se ouve no estádio. A partir de agora serão apenas canções religiosas, que inspirem a paz e a amizade entre as pessoas. Dessa forma, acredito que não teremos mais incidentes, nem lesões».

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quarta-feira, maio 30, 2007

Coisas que fazem rir, 13

Suspeito que se Portugal continuar mergulhado numa gigantesca e surrealista tragicomédia social, política e económica, terei que tornar esta série diária. Até lá, deixo-vos com (mais) um notável registo da grande narrativa humana que é o ser português. Perdido na secção do correio de leitores da revista “Pública” deste domingo, podemos encontrar um sentido – e aqui e ali poético – protesto de um atento leitor do Cacém (e como não?), a propósito da redução dos textos da Maya na dita revista:

“Decidi escrever para deixar o meu protesto pelo corte nas previsões de Maya, de quem sou leitor fiel. Nunca falho uma semana e dou atenção aos passos que dou de acordo com o que ela me diz. E não gostei de ver que, nesta nova Pública, o espaço dedicado a cada signo foi muito reduzido. Neste espaço que agora tem, Maya não tem oportunidade de ir mais além, limita-se a resumir numa linha os aspectos da nossa vida. E nestas coisas da vida, resumos não chegam”.

“Nestas coisas da vida, resumos não chegam”. Procurem traduzir esta frase para qualquer outra língua: garanto-vos que não conseguirão. Porque isto é Camões, Camilo, saudade e fado. Só um português poderá compreender esta dor – e só um português poderia exprimir este lamento. Maya, volta no teu máximo fulgor!, e que a Pública não reduza a tua prosa!

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quinta-feira, maio 24, 2007

Coisas que fazem rir, 12

O Governo de Santana Lopes era pródigo em trapalhadas, mas o executivo liderado por Sócrates – felizmente mais eficaz na arte da governação – tem-lhe seguido as pisadas. Os campeões do disparate são, até ao momento, Manuel Pinho – capaz das maiores confusões – e Mário Lino, o rei das tiradas de antologia (basta recordar o inesquecível “eu sou engenheiro devidamente inscrito na Ordem”).

Num discurso sobre a localização da Ota, Lino voltou a brindar-nos com várias pérolas, afirmando que “a Margem Sul é um deserto”, onde “não há cidades, não há gente, não há hospitais, nem hotéis nem comércio”, pelo que “seria necessário deslocar milhões (!!!) de pessoas para essa zona” para justificar a construção do novo aeroporto. A que se seguiu uma frase lapidar: fazer um aeroporto “no Poceirão ou nas Faias” seria o mesmo “que construir Brasília no Alto Alentejo”. E para terminar, Mário Lino comparou esta opção, a Sul do Tejo, com um “doente aparentemente de boa saúde”, mas “com um cancro nos pulmões”.

Isto é só comediantes.

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quarta-feira, março 21, 2007

Coisas que fazem rir, 8

Ainda a propósito do FC Porto-Sporting (0-1), atenção ao seguinte texto produzido pelo site oficial dos portistas, um exemplo acabado de que os mundos paralelos existem:

"Um golo contra a superioridade azul e branca na segunda parte, uma conjugação de factores que não favoreceu quem mais tentou, juízos sem critério aparente. A resenha do jogo do Estádio do Dragão destaca o risco máximo assumido pelo F.C. Porto numa segunda parte de alta rotação (...).

Sem preâmbulos nem reverências, o jogo lançou os dois guarda-redes ao relvado logo ao segundo minuto, embora denunciando, desde o pontapé inicial, o comedimento sportinguista, que colocava apenas dois jogadores na frente de ataque. Enquanto o adversário se dispunha a aguardar, detendo-se numa morosa elaboração, o F.C. Porto acelerava em transições múltiplas, que requeriam minúcia e precisão e um critério marcadamente ofensivo. O método portista denotava maior predisposição para vencer, envolvendo também um risco crescente, que o opositor se propunha explorar numa espera paciente, indissociável do erro de quem mais investia no espectáculo e manuseava uma espécie de caixa de velocidades virtual com invejável destreza.

Numa série de maldades, Quaresma acentuava os desequilíbrios que aproximavam o Dragão do golo, para o meio-campo do Sporting logo adormecer a partida em demoradas lateralizações, critério de jogo que a segunda parte viria a agudizar, com a agravante de colocar o visitante em vantagem na cobrança de um livre directo.

Se até então o visitante se esforçara por adormecer o adversário, uma vez a vencer embalaria a bancada, obtendo em resposta a reprimenda no lugar do merecido bocejo, o reflexo mais expectável e condizente com arrastadas demoras, que ainda assim não chegaram a merecer reparo. O F.C. Porto não se renderia, contudo, e esteve a centímetros do golo por mais de uma vez (...). No último lance do jogo, Pepe foi tocado por Polga em plena grande área, num movimento que não mereceu análise criteriosa por parte da equipa de arbitragem."

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terça-feira, março 13, 2007

Coisas que fazem rir, 7

Nos dez anos do Herman Enciclopédia, uma grande evocação de Carlos Pinto Coelho e do "Acontece".

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domingo, fevereiro 25, 2007

Coisas que fazem rir, 6

As previsões de 2007 por Mestre Alves.

(Clicar na imagem para ver vídeo)

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terça-feira, janeiro 23, 2007

Coisas que fazem rir, 5

Aula de auto-defesa


Com a devida vénia ao Juízo do Ega.

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quarta-feira, novembro 01, 2006

Coisas que fazem rir

Público”, 31 de Outubro, secção de Economia (mas também podia ser na Política Nacional, na Cultura ou nos Insólitos), página 41:

“O director de serviços do IVA e presidente da Assembleia Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Nunes dos Reis, decidiu utilizar o e-mail da Direcção-Geral dos Impostos para angariar fundos para a banda musical da terra onde é autarca. Na mensagem enviada (...) Nunes dos Reis começa por admitir que não pediu autorização para utilizar o e-mail institucional do fisco, mas diz-se convicto que não ‘seja um abuso’. Depois, começa a justificar o pedido: ‘A Banda é um dos poucos veículos de cultura que existem em Freixo e é constituída, na sua maioria, por jovens que nela dão azo, dum modo materialmente desinteressado, à divulgação da música e ao entretenimento saudável das populações’. Ora, tendo em conta as recentes intempéries, a banda sofreu prejuízos ‘num montante que se cifrará em cerca de 150.000 euros’. Assim, Nunes dos Reis solicita a ajuda dos seus colegas (...) ‘para que a Banda de Freixo, no próximo Natal, possa reiniciar as suas actuações, com novos instrumentos e novas fardas’.

Como dizia o outro, se Portugal não existisse, tinha de ser inventado.

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quinta-feira, outubro 19, 2006

Coisas que fazem rir

José Cid - A Pouco e Pouco (Favas com Chouriço)


Obrigado, Sofia.

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